quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fwd: Discriminação que coisa feia.



Corumbá On Line

Souza acompanha caso de discriminação

'Discriminação acontece por baixo do pano', diz Souza
18/06/2008 - 12:09
Vivian Kelly Calmell

José Roberto Camargo de Souza, membro do Conselho Nacional de Combate a Discriminação Racial, está em Corumbá para acompanhar o caso da professora Ana Maria da Silva Costa, que sofreu discriminação no dia 22 de março, por parte de outra funcionária de uma escola.

"Vim verificar o caso de discriminação que a Ana sofreu no colégio Santa Teresa, por parte da secretária que falou que o serviço feito por ela só podia ser 'serviço de preto', onde ouve um questiomanento se 'só podia ser preto' era em relação à cor e isso significa um ato discriminatório", disse Souza, além de afirmar que está aqui para prestar um apoio político, "um apoio no sentido que nessa ação ela tenha sucesso, uma vez que nós estaremos acompanhando de perto o caso".

Souza estará realizando uma visita ao Ministério Público para verificar como está o andamento da ação que corre na 2ª Vara Criminial, "quero conversar com o promotor Ricardo de Melo Alves, para ver se ele vai fazer denúncia ou não. Porque na ação que está correndo, está como 'injúria' e tem que ser caracterizada como discriminação, para assim ficar enquadrada na lei anti discriminatória".

"Vamos ver a possibilidade de qualificar esse ato como injuria qualificada como preconceito, que cai no artigo 140 do código penal inciso parágrafo 3, que fala que ofender uma pessoa por raça, cor, credo e origem, é crime e tem reclusão de um a três anos e mais multa. Então é um crime que não pode ser julgado nas pequenas causas e sim na justiça comum", salientou Souza.

Ao saber o parecer do promotor, Souza estará colocando a sua posição a respeito do caso, e fará um pedido para que ele seja apurado e que seja denunciado dentro dos parâmetros legais.

Um início de petição está sendo feita pelo advogado do caso, só que na área da do trabalho pedindo indenização por danos morais na área trabalhista, além de existir a ação na área criminal.

"Temos duas ações sendo encaminhadas e uma não interfere na outra, e estaremos trabalhando nas duas vertentes, tanto criminal como trabalhista. Porque a discriminação no Brasil é um fato muito grave que ocorre", enfatizou José Roberto.

"A discriminação no Brasil é uma coisa que acontece por debaixo do pano que você não vê, então a luta contra o racismo aqui no Brasil e muito pior, pois até a população negra acha que a discriminação aqui no Brasil não acontece e temos que acabar com isso", finalizou Souza.

 
       


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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vamos cuidar deles para que um dia alguem cuide de nós



Como ajudar os mais velhos

Por Claudia Rodrigues e Tatiana Rocha

Você provavelmente está vendo seus pais e avós envelhecerem ativos e independentes. O envelhecimento da população brasileira – e mundial – vem se acentuando. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2000, o grupo de pessoas entre 0 e 14 anos representava 30% da população brasileira, enquanto os maiores de 65 anos eram apenas 5%; em 2050, os dois grupos se igualarão em 18%.

Os avanços da medicina e a melhoria nas condições de vida da população têm contribuído para aumentar a expectativa de vida dos brasileiros, que subiu 17 anos entre 1940 e 1980 – de 45,5 para 62,6 anos, respectivamente. Em 2000, esse indicador chegou aos 70,4 anos, e deverá atingir 81,3 anos em 2050, quase o mesmo nível do Japão (81,6 anos), primeiro colocado no ranking. Aqui vão dez dicas para melhorar ainda mais a qualidade de vida dos idosos que convivem com você.


1 Conserte os problemas na casa deles

"É importante escutar o idoso. E não devemos tratá-lo como uma criança", diz Marianela Flores de Hekman, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, destacando a importância de estarmos atentos às suas necessidades.

Se, por exemplo, você perceber que seus pais ou avós não dizem que algo escangalhou em casa para não incomodá-lo, reforce o fato de que não quer mandar na vida ou na casa deles, sugere Marianela. Faça uma vistoria de manutenção e troque algumas lâmpadas, se necessário. Verifique se as maçanetas das portas são fáceis de abrir, e se as torneiras e descargas funcionam direito. Lubrifique dobradiças de janelas e portas, se estiverem emperradas. O gás deve ter sistema de segurança e é importante haver na casa algum tipo de alarme contra fumaça.


2 Facilite-lhes o caminho

Subir escadas pode ser uma tarefa árdua quando existe uma doença que compromete as articulações ou quando o próprio caminhar já é difícil. É recomendável manter escadas, banheiros e qualquer área de circulação bem iluminados. Procure uniformizar os pisos; ponha adesivos antiderrapantes no chão do banheiro e nas escadas; retire tapetes que possam provocar tropeções; e proteja as quinas de móveis.

Para prevenir acidentes no banheiro, instale apoios no boxe para evitar que escorreguem. Você também pode pôr um corrimão junto ao vaso sanitário e, se possível, elevá-lo alguns centímetros com um assento especial, que ajuda na hora de se sentar e ficar de pé.


3 organize as consultas médicas e os remédios

"Tenho pacientes que tomam uma dose da medicação e depois se esquecem de continuar o tratamento", revela o Dr. Carlos Montes Paixão Júnior, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. "Acontecem falhas de memória e ainda há o risco de o idoso dobrar a dose prescrita."

Para evitar que isso aconteça, pergunte a ele se quer que o acompanhe ao médico. O Dr. Carlos acrescenta que a família deve se preocupar com a saúde das pessoas mais velhas, visitando-as regularmente. Certifique-se também de saber onde guardam documentos médicos (receitas, cartão da previdência social, exames) ou guarde com você uma cópia desses documentos.

Os riscos aumentam quando os idosos moram sozinhos ou estão doentes. "Se os fihos são presentes e ativos, perceberão quando os pais estão perdendo a autonomia", diz o Dr. Carlos. O geriatra lista alguns sinais importantes: geladeira ou despensa quase vazia, pois o idoso não consegue mais fazer compras sozinho; dificuldade de andar na rua, enxergar ou acompanhar uma conversa; casa desarrumada; dentes malcuidados; emagrecimento inexplicado.

Se não há quem cuide de seus pais ou avós, uma alternativa são os asilos ou lares para idosos. O Dr. Carlos diz que algumas famílias se satisfazem com o mínimo de informações ou apenas uma indicação de amigos ou de conhecidos. "Averiguar a competência técnica dos profissionais que trabalham no asilo, a aparência dos moradores, visitar e entrevistar os administradores, levantar mais informações sobre o local junto aos órgãos de classe são medidas que devem ser tomadas antes da escolha", adverte ele.

Ainda segundo o geriatra, pais e avós devem fazer um exame clínico uma vez ao ano, mesmo afirmando que se sentem bem. Esses exames podem ajudar no diagnóstico precoce de demência ou depressão e de problemas freqüentes nesta faixa etária, como câncer de pele, glaucoma, catarata, hipertensão arterial, dificuldades motoras, perda auditiva, etc.


4 Acompanhe-os às compras

Isso reforça o carinho e a atenção com o idoso, e também serve para você perceber se estão comprando os alimentos certos para sua nutrição. "Meu neto de 18 anos se preocupa comigo e é muito prestativo. Somos vizinhos e, quando estou doente, ele vem aqui me trazer comidinhas", conta Isaura Martins de Barros, 64 anos.


5 Compartilhe com eles algum passatempo

Um meio de fazer pais e avós felizes é participar do passatempo da escolha deles. Isso os ajuda a manter a mente ativa e melhora o humor. Comentar notícias de jornal, assistir juntos aos programas de TV preferidos, levá-los ao cinema ou ao teatro, escutar as histórias da infância deles, e sair para passear. "O fundamental é perguntar antes o que eles querem fazer", frisa a psicóloga e geriatra gaúcha Odair Perugini de Castro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e autora de Velhice, que idade é esta?, que trabalha, incansavelmente, aos 86 anos.


6 Ajude-os com os afazeres

"Tenho osteoporose e sinto muitas dores", explica Dalva Souza, de 66 anos, "mas conto com minhas filhas, que vêm sempre me visitar e me ajudam nas tarefas domésticas em casa, quando fico doente." Da mesma forma, é importante estimular os idosos a fazer atividades que ainda possam realizar, como arrumar a própria cama e ajudar no preparo dos alimentos.


7 Ligue para eles pelo menos uma vez por semana

O isolamento e a solidão provocam depressão em qualquer pessoa, principalmente nos idosos. "Nem sempre eles se isolam porque querem, muitas vezes o ambiente os isola", afirma a Dra. Odair.

Reunir-se com eles semanalmente demonstra sua consideração. Outra boa idéia é comprar para eles um telefone celular ou mesmo ensiná-los a navegar na Internet a fim de facilitar o contato e incluí-los na realidade atual.


8 Seja o motorista deles uma vez por mês

Idosos necessitam fazer atividades sociais, trâmites legais ou pagamentos, mas não é fácil se deslocarem. Sobre isso, o advogado Valmir Martins de Barros diz: "Depois que minha mãe ficou viúva, passei a levá-la de carro às compras e a algumas consultas médicas."

É importante ajudá-los a fazer os pagamentos mensais, lembrando-lhes as datas, por exemplo. Quando você for fazer suas compras, pergunte-lhes se precisam de algo. Ou apenas reserve um tempo para conviver com eles. É dever dos filhos zelar pela integridade de pais idosos.


9 faça uma surpresa de vez em quando


Você se lembra quando seus avós lhe davam presentes? Pois eles se sentem da mesma forma toda vez que você lhes dá uma lembrança ou escreve um cartão dizendo o quanto são amados. O importante é presenteá-los com algo que demonstre que você pensou neles, como um jogo simples de habilidade manual para distraí-los, por exemplo.

"A presença de entes queridos é, seguramente, o melhor presente para alguém que, afinal, ajudou a formar aquela família. E, depois de uma vida inteira de sacrifícios, eles precisam apenas do carinho de um neto ou de um filho para ter garantida a felicidade da semana que, na maioria das vezes, é muito solitária por causa da ausência de atividades que preencham sua vida", afirma o Dr. Carlos.


10 Motive-os a se exercitar

É importante estimular os idosos a fazer exercício físico e fortalecer o corpo, sempre de acordo com suas possibilidades e interesses. "O exercício mantém e melhora a capacidade física e mental do idoso. E ainda estimula o convívio social. Os mais velhos, que às vezes são deixados de lado, passam a fazer parte de um grupo social. Isso diminui o isolamento", afirma Clineu Almada Filho, geriatra da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Núcleo de Pós-Graduação em Geriatra.

O Dr. Clineu encaminha alguns de seus pacientes para o Centro de Estudos em Ciências da Atividade Física (Cecafi), da disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP, coordenado pelo fisiatra José Maria Santarém, que trabalha o fortalecimento muscular dos idosos com o apoio de equipamentos criados especialmente para a terceira idade.

"O idoso se torna mais frágil e vulnerável. Ele sofre uma alteração estrutural com perda de massa muscular e ganho de tecido adiposo", adverte o Dr. Clineu. Por isso, se antes não praticavam exercício físico com regularidade, devem se submeter a avaliação e acompanhamento.

Recomenda-se, também, que sigam um programa adaptado às suas atividades e necessidades pelo menos em três níveis de exercício: aeróbico, benéfico para o coração (caminhar, correr, pedalar); de resistência física (musculação); e de flexibilidade e agilidade (tai-chi e ioga, que se aplicam aos dois últimos níveis).



Procura-se



11/06/2008 - 15h14

Garotas desaparecidas foram vistas indo para a Argentina, diz família

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RENATO SANTIAGO
da Folha Online
PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online

As adolescentes Giovanna Maresti Sant'Anna Silva,15, e Ana Lívia Destefani Luciano, 16, que desapareceram na última quinta-feira (5), em São Paulo, teriam sido vistas indo para Uruguaiana (RS), próximo à fronteira da Argentina. Elas estariam pedindo carona na cidade de Cachoeira do Sul (RS) pedindo carona.

Arquivo pessoal
Ana Lívia e Giovanna, desaparecidas há uma semana, foram vistas em Uruguaiana (RS), na fronteira com a Argentinha
Ana Lívia e Giovanna, desaparecidas há uma semana, foram vistas em Uruguaiana (RS), na fronteira com a Argentinha

O padrasto de Giovanna, o ator Sérgio Audi, disse que recebeu uma ligação de uma testemunha. "Uma pessoa nos ligou e deu a informação", diz Audi. "É nosso medo, que elas atravessem a fronteira", afirma Maria Valéria Destefani, mãe de Ana Lívia.

O último contato foi feito por volta das 23h da quinta-feira, quando Giovanna telefonou para a avó. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe dela, a atriz e professora de teatro Kelly di Bertolli, a garota havia afirmado que iria dormir na casa de Ana Lívia. As duas jovens estudam no tradicional colégio Equipe (zona oeste de São Paulo).

Depois do cinema, as duas pegaram uma carona com um jovem próximo a um ponto de ônibus, entre 1h e 2h, e foram até o terminal da Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Segundo o pai do rapaz, durante o trajeto, elas disseram que tinham contatos em Minas e que iriam até Monte Verde. A intenção delas era juntar dinheiro e ir até a Argentina.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), as investigações são conduzidas pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A hipótese de seqüestro é descartada pelos investigadores, uma vez que nenhum contato foi feito com a família para pedir resgate.

Discussão

Bertolli contou à polícia que, por volta das 12h do dia do desaparecimento da filha, recebeu um telefonema dela dizendo que pretendia fazer uma viagem com a amiga Ana Lívia para a cidade de Bauru (329 km de São Paulo). Bertolli estava no Rio trabalhando, e a filha, em São Paulo. No contato, as duas acabaram discutindo.

Ela diz que autorizou a viagem da filha a Bauru desde que Giovanna fornecesse o telefone da mãe da amiga, que também iria viajar com as adolescentes. "Eu disse que podia, mas queria o telefone da mãe dela", afirma. Bertolli ressalta que a filha jamais desapareceu, porém que reclamava de sua vida na cidade de São Paulo e tinha interesse em viver no exterior.

"Ela é muito independente, fala muito bem inglês e espanhol. Mas isso é uma coisa. Outra coisa é largar a mãe dela desesperada, com um plano absurdo e sem dinheiro. Eu quero saber onde ela está, com quem ela está. Ela não tem idade para fazer tudo isso sozinha."

Buscas

Desde o sumiço das adolescentes, os parentes deflagraram uma campanha de busca que inclui mensagens pela internet para procurá-las.

Uma comunidade no site de relacionamentos Orkut foi criada e até um hacker foi contratado pela família para tentar encontrar pistas das garotas. Segundo a mãe de Giovanna, a busca é dificultada pelo fato de a filha ter colocado uma senha até agora não reconhecida, o que impede o acesso aos dados.

Bertolli conta que foi a Monte Verde, em Minas, e que espalhou fotos das duas garotas por mesas de bares do local.


terça-feira, 3 de junho de 2008

Cuidando do bem-estar para evitar danos.

02/06/2008 - 18h55

Madrasta de Isabella é transferida para cela com outras presas

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da Folha Online

Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella, 5, foi transferida da cela onde estava isolada, na penitenciária feminina de Tremembé (147 km de São Paulo), para uma carceragem com outras detentas. Anna e o marido, Alexandre Nardoni, pai de Isabella, são acusados pela morte da criança.

O casal está preso desde o dia 7 de maio passado, quando foi decretada a prisão preventiva de ambos. Anna Carolina foi encaminhada, na ocasião, para a penitenciária feminina de São Paulo (zona norte), mas foi para Tremembé após dois dias, após ser hostilizada pelas detentas da unidade da capital.

Segundo um dos advogados de defesa do casal, Rogério Neres de Sousa, a transferência de Anna Carolina estava prevista. O prazo legal para uma detenta permanecer separada de outras presas é de dez dias. Os advogados devem visitar Anna Carolina amanhã (3) ou quarta-feira (4). Eles não têm a informação do dia em que a madrasta foi transferida.

Mesmo sem a defesa ter visitado Anna Carolina, Sousa afirmou que a presa está bem. "A direção da penitenciária é experiente. Eles têm a Suzane von Richthofen por lá. Se ela foi transferida, é porque não há perigo", afirmou o advogado.

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) não deu informações sobre a transferência com a alegação de que não fala sobre a rotina das detentas.

Testemunhas

Os advogados do casal Nardoni protocolaram nesta segunda-feira na Justiça a lista de testemunhas de defesa do pai e da madrasta de Isabella. São 32 nomes --16 para cada réu.

Cada um tem direito a oito testemunhas em cada crime --eles respondem por homicídio e fraude processual. Com isso, os advogados decidiram listar o máximo de testemunhas permitido.

Na quarta-feira (28) passada o casal prestou depoimento ao juiz Maurício Fossen, no fórum de Santana, e mantiveram a tese de inocência.