terça-feira, 27 de maio de 2008

Saúde é não fumar.

Fotos da nova campanha do Ministério da Saúde de combate ao fumo

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O Ministério da Saúde decidiu radicalizar sua campanha contra o tabagismo: serão lançadas hoje, em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio), as novas - e chocantes - imagens que passarão a estampar os maços de cigarro. A partir de agora, em vez do burocrático "O Ministério da Saúde adverte", as embalagens trarão expressões como "Terror", acompanhadas de fotos produzidas, mostrando, por exemplo, um coração sendo usado como cinzeiro com dezenas de guimbas (enquete: você acredita na eficácia sas campanhas?) .

A nova abordagem foi elaborada a partir de um estudo sobre o grau de aversão que as ilustrações alcançam. A pesquisa foi desenvolvida, de 2006 a 2008, pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com os Laboratórios de Neurobiologia da UFRJ e de Neurofisiologia do Comportamento da UFF, além do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Campanha para jovens

O ministério lança hoje também a campanha "Fique esperto, começar a fumar é cair na deles", cujas peças publicitárias pretendem alertar, principalmente, os jovens sobre os malefícios do cigarro. Quase 90% dos fumantes regulares adquirem esse hábito antes dos 18 anos, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considerar o tabagismo uma doença pediátrica. No Brasil, 16% da população acima dessa faixa etária tem o hábito de fumar.

Iamgens da nova camapnha do Ministério da Saúde contra o fumo Medidas vêm se mostrando eficazes

A inclusão obrigatória de advertências sobre os malefícios do cigarro existe, no Brasil, desde 2001. As imagens fazem parte de um conjunto de medidas propostas pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo que, nos últimos 20 anos, vem obtendo resultados positivos, como a redução da proporção de fumantes na população de 34,8%, em 1989, para 22,4%, em 2003.

A promotora de eventos Dulce Silveira, de 48 anos, é uma das pessoas que se beneficiaram com as primeiras imagens veiculadas.

- Eu fumava desde os 15 anos. Um dia, há cinco anos, comprei um maço em um bar e vi a imagem daquele feto. De alguma forma aquilo me tocou, acho que me vi morrendo, e na mesma hora decidi que nunca mais iria colocar um cigarro na boca. Paguei o maço, o joguei no lixo e nunca mais fumei - conta Dulce.

A cada ano, o cigarro mata quase cinco milhões de pessoas em todo o mundo - 200 mil delas no Brasil. A dependência à nicotina está associada a 90% dos casos de câncer de pulmão, 85% dos óbitos por enfisema pulmonar, 40% dos derrames cerebrais e 25% dos enfartes.

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