quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Consumo, descarte e riqueza

Consumo, descarte e riqueza
ComCiência
12/02/2008


10/02/2008

               O lixo é fonte de renda direta para mais de meio milhão de brasileiros que atuam como catadores.  Foi o que apuraram as psicólogas Luiza Ferreira Medeiros e Kátia Barbosa Macedo, da Universidade Católica de Goiás.  Em seu trabalho "Catador de material reciclável: uma profissão para além da sobrevivência", publicado em 2006 na revista Psicologia & Sociedade, as duas colocam os catadores na chamada "inclusão social perversa", uma maneira de mascarar a exclusão social de que eles são vítimas.  Isso acontece porque muitos autores associam a exclusão social ao desemprego.  O catador de lixo, no entanto, trabalha sem ter um emprego e assim é visto como alguém inserido na sociedade, quando, na verdade, ele pertence a uma categoria que está bem longe de gozar dos direitos e até dos tratamentos dispensados aos demais trabalhadores.  Segundo a mesma pesquisa, as idéias negativas relacionadas ao lixo como algo sujo, inútil e digno de descarte são estendidas também aos catadores para os olhos de boa parte da sociedade, o que alimenta os preconceitos.
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