quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Menino morre ao ser cortado por cerol de pipa

Menino morre ao ser cortado por cerol de pipa em Caxias

Publicada em 26/12/2007 às 10h52m

Letícia Vieira - Extra e O Globo Online

RIO - A noite de natal não poderia ser mais triste para a família de Leonardo Araújo Herculano da Silva, de 9 anos, que morreu na noite da terça-feira, quando brincava no Parque das Missões, em Duque de Caxias. De acordo com parentes, o menino foi atingido no pescoço por uma linha de pipa com cerol e não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a polícia, o corpo da criança permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Caxias, e ainda não há informações sobre a hora e o local do enterro. O caso está sendo investigado pela 59ª DP (Caxias).

Casos como o de Leonardo, infelizmente, não são incomuns na Baixada Fluminense, onde a prática de soltar pipa usando linha com cerol ainda é muito comum. Em 2001, pelo menos duas crianças morreram depois de serem atingidas por uma linha de pipa com cerol, entre elas um bebê de 1 ano e 8 meses. Em 2000 a vítima foi uma menina de 5 anos, moradora de Nova Iguaçu. Ela andava de bicicleta quando teve a garganta cortada por uma linha de pipa cheia de cerol.

Outras vítimas comuns da linha com cerol são os motoqueiros, que além além do risco de fechadas, colisões e derrapagens, correm o risco de serem vítimas de um mal quase que invisível. No município do Rio de Janeiro, a preocupação com o grande número de acidentes com cerol motivou a criação de uma lei proibindo o uso da mistura de vidro moído com cola de sapateiro. A lei municipal 2.424, de 4 de junho de 1996, proíbe a venda comercial e o uso de cerol em linhas de pipas, papagaios, pandorgas e semelhantes.

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